sábado, 10 de maio de 2008

E até no mais elevado trono...
Não estamos, nem mais nem menos do que sentados emcima do nosso pròprio "traseiro".
"Serge Gainsbourg"

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Por do Sol...

Setembro 2007 - Outeiro/Montalegre

Nossa liberdade é o nosso bem mais precioso.
Ao confrontar a liberdade com a disciplina, se esta violentar a primeira, então opte pela Liberdade.
"Mestre De Roses"

domingo, 4 de maio de 2008

04-05-08 Serra do Alvão (20 kms)

Dornelas - Bobal - Serra da Toutuça - Fisgas do Ermelo - Outeiro da Mos - Açureira - Dornelas

LINDISSIMO

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segunda-feira, 28 de abril de 2008

25,26 e 27-04-08 Primeira Arqueoexpedição as Minas dos Carris ( III)

Terceiro dia 27-04-08Dentro da mina junto ao elevador principal

27-05-08, 8h00 da manha… o Rui já estava acordado. Levantei me e fui tratar do meu ritual matinal. Desta vez o sol já ia alto mas fiz lhe a devida saudação “Suryanamaskar”. Enquanto o resto do pessoal ainda dormia, aproveitei para explorar mais um pouco aquele sitio e apreciar ainda melhor toda aquela beleza. Eu sentia uma necessidade incontrolável de sugar a energia que aquela serra emana… é tudo tão bonito e era o ultimo dia… Pouco depois comecei a arrumar a minha tenda pois tínhamos de levantar o acampamento cedo, enquanto aguardávamos pela chegadas de mais dois elementos para darmos uma vista de olhos nas minas.

Ponto alto da expedição, poder penetrar nas entranhas da serra e sentir o seu calor (ou frio depende do ponto de vista) foi bom demais. Conforme ia penetrando no seu interior o medo ou receio ia se dissipando. Muito rapidamente esqueci a agua e a lama no início da Mina, esqueci o cheiro a bolor, ignorei o toque viscoso das paredes e como sempre fiz, tentei sentir o que de melhor podia haver ali dentro. Comecei a sentir um prazer enorme por poder estar ali, por ser uma privilegiada; afinal depois de poder calcorrear aqueles montes todos agora podia também percorrer bem que só parcialmente, as entranha do Meu Gerês. Senti me segura, “incrível” mas senti me abraçada, enlaçada como se fosse um Romeu a proteger a sua Julieta e mesmo no silencio, conseguia ouvir o bater do seu coração, e mesma na escuridão consegui ver com clareza os traços do seu rosto e mesmo não estando presente consegui sentir o seu toque… ali eu senti me muito mas muito bem… Nem as derrocadas me amedrontavam, ali nada de ruim, nada de mal me podia acontecer… e mesmo acontecendo eu estaria feliz em paz…
Não podíamos ficar eternamente ali, Saímos e fomos explorar umas minas que ruíram mas ainda havia um pequeno orifício por onde entrar. Não podia perder mais uma oportunidade de entrar, e com algum jeito lá me arrestei para dentro da mina atrás de alguns corajosos. Vi pela primeira vez um filão de volfrâmio e o que era exactamente...
Um autêntico labirinto, um verdadeiro “queijo suíço”, cheio de buracos… um verdadeiro perigo a céu aberto, mas tudo o que exploramos foi sempre com muita segurança e cautela, a nenhum momento me senti ameaçada, bem pelo contrário.

Regressamos ao acampamento, comemos algo, arrumamos tudo, RECOLHEMOS O LIXO, e começamos a descer muito lentamente pois estávamos muito carregados.
Descida muito penosa como todos nos sabemos, mas teria voltado a repetir a experiencia a quantidade de vezes que fosse necessário… Estava a descer aquela Serra e a ser presenteada com o desabrochar das flores, ora com umas cor de rosa, ora com umas amarelas. Os pássaros acompanharam-nos com as suas melodias, os ribeiros saudavam-nos a cada passagem e as cascatas, a cada curva, nos convidavam para um regresso muito próximo.
Finalmente descia da Plenitude... mas já a pensar no regresso...
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25,26 e 27-04-08 Primeira Arqueoexpedição as Minas dos Carris ( II)

Segundo dia 26-04-07
Nascer do sol nos Carris / Gerês 26-04-08
Dia 26-04-08… deitaste-me no teu leito com todo o carinho e cuidado de um amante perfeito. De desejos a minha alma adormeceu e… o mundo parou… a volúpia, essa continuou a crescer.
6h30 já não conseguia dormir mais, vesti-me a fui apreciar o nascer do sol em cima do Penedo da Saudade. Ninguém acordou, aquele cenário naquele dia foi só meu. Pouco a pouco o sol ia dando ares de sua graça e quanto mais crescia no céu, mais eu sentia seu sorriso…Afinal eu tinha dormido nos seus braços, sentido o seu calor, inalando o seu cheiro. Ah… o seu cheiro…fecho os olhos e ainda o sinto. Nesse preciso momento fiz a minha Saudação ao Sol (desta vez ao ar livre), a Serra e a Vida…
O sol avançava suavemente sobre a tela azul do céu e seus raios suavemente iam tocando meu rosto, aquecendo o meu corpo envolvendo-o numa bruma prazerosa que só a paixão o prazer e a paz proporcionam. Não ofereci resistência e deliciei me com aquela paisagem, com aquela sensação levando-me a uma explosão total de emoções.

Cerca das 9h o pessoal começou a acordar, hora do pequeno-almoço, com tarefas bem divididas para não sobrecarregar sempre os mesmos. Depois de dividirmos as tarefas; o Salsa e o Ricardo começaram com a catalogação dos edifícios em ruínas e nos fomos até aonde foi a primeira exploração do Salto do Lobo (historias incríveis e muito enriquecedoras). Tentamos procurar a entrada da Mina mas a densidade da vegetação e o nível de água do rio, impediu-nos de avançar. Tentamos pela parte superior mas ai o decline era demasiado íngreme. Percorremos o local onde há umas década atrás era um campo de futebol… fantástico a vida social que aquela gente tinha.

De tarde iniciamos a limpeza de uma das habitações, onde podemos visualizar como poderia ser uma habitação naquela época. Fascinante…
De seguida iniciamos a nossa descida a Garganta das Negras para tentarmos entrar por uma das saídas de emergência da mina… impossível o nível da água estava muito elevado… talvez quando o nível baixar.
Tive o privilegio de ver o mapa e algumas fotos da época das Minas… um mundo…7 pisos… um autentico labirinto… galerias com cerca da 3 metros de largura… incrível mesmo como puderam abandonar assim aquele “Monumento Nacional” subterrâneo.
Regressamos ao acampamento para o nosso jantar … e mais uma vez convívio em volta de uma fogueira que nos aqueceu grande parte da noite e um bom vinho maduro para saborear…Adormeci ainda melhor do que a noite anterior, afinal era a minha segunda noite consecutiva no Gerês. Abracei a noite, acariciei as estrelas, beijei a lua e adormeci… serena e feliz da Vida…

25,26 e 27-04-08 Primeira arqueoexpedição As Minas Dos Carris ( I )

Primeiro Dia 25-04-08

Minas dos Carris, dias 25, 26 e 27 de Abril, primeira Arqueoexpedição organizada pelo Rui Barbosa. Eram 8h00 da manha e à hora marcada eu estava em Braga com o pessoal que fazia parte da equipa. Fomos rumo a Serra do Gerês, tomamos um cafezito antes de iniciarmos a nossas ascensão até as minas das Sombras em Espanha.
Chegando as Sombras já com as mochilas às costas, fomos primeiro até as Minas onde fizemos uma visita relâmpago no interior das minas e continuamos caminho. O ritmo da marcha foi muito lento pois íamos muito carregado mas devagarinho lá chegamos e como diz o Grande Chefe “ a formiga é pequena mas atravessa a montanha” … e nos também lá chegamos. Chegando as Minas escolhemos um local para montar o acampamento, comemos algo ligeiro, parte do pessoal foi procurar lenha para aquecer a noite e outra parte tratou de cobrir uma das ruínas que serviu de cozinha.
Tive a visita de um grupo de amigos que sabendo que eu estava lá, também foram lá cima levar alguns mantimentos e assim aliviar a minha mochila, “obrigada companheiros”.
Como o tempo já era pouco para iniciarmos seja o que for o pessoal resolveu refrescarem-se na Lagoa dos Carris… agua gelada, mas foram todos muitos corajoso, uns mais do que outros mas foi muito divertido. Já com o sol quase a pôr-se, ainda tiramos umas fotos lindíssimas a lagoa. Aquela hora a montanha começa a revelar todo o seu esplendor, começa a revelar-se, começa a deixar fluir todos os seus segredos, começa e penetrar dentro do meu ser e fundir -se dentro de mim passando a sermos um só… Lindo…
Fomos ascender a fogueira para preparar o jantar. Grande Afonso!!!, grande cozinheiro!!!, o arroz e o frango estufado estavam divinais, também houve quem gostasse do frango do churrasco do Rui (foi todo, comeram tudo ou a fome era muita). Grilo também não me esqueci do teu Frango …também foi todo… Depois de bem comer e beber ficamos envolta da fogueira a conversar sobre a possibilidade de se criar um refúgio naquele local e a espera do nascer da lua. Pois é, naquela noite a lua só nascia cerca da 1h30 e assim foi, espectáculo, lindíssimo. São Pedro abençoou nos o tempo todo. A lua apresentava se com tons de laranja e roxo, um jogo de cores... cor de fogo que mais parecia um sol a seduzir uma borboleta do que a lua a seduzir o Pierrot.

Após este cenário que só nos inspirou para uma boa noite de sono, fomos nos recolher. Bom demais eu estava a dormir na minha serra de eleição, estava em contacto com ela, junto a ela, a sentir o calor que ela emanava… Dormi que nem um anjo ansiosa por acordar e ser brindada mais uma vez pela aurora nos Carris…