sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Heidi


A pedido de muitas pessoas que tem perguntado pela Heidi, eis um pequeno video dela com um senhor que vive sozinho e que encontrou nela uma companheira para quando eu vou trabalhar. O Sr. Anidio adora a Heidi e ela já lhe ganhou um carinho muito especial. É por esta razão que já não me custa tanto deixar a Heidi em casa quando vou fazer as minhas actividades de Alpinismo e ela não me pode acompanhar.
A Heidi é uma cadela fantástica, muito meiguinha, muito obediente, uma verdadeira "Companheira"...

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

20 e 21-07-13 Cañon del Sil - Espanha


ODE AO HOMEM SIMPLES

Vou contar-te em segredo
quem sou eu,
assim, em voz alta
dir-me-ás quem és,
quanto ganhas,
em que fábrica trabalhas,
em que mina,
em que farmácia,
tenho uma obrigação terrível:
e é saber,
saber tudo,
dia e noite saber
como te chamas,
é esse o meu ofício,
conhecer uma vida
não basta,
nem conhecer todas as vidas,
é necessário,
verás,
há que desentranhar,
raspar profundamente
e como numa tela
as linhas ocultaram,
com a sua cor, a trama
do tecido,
eu apago as cores
e busco até achar
o tecido profundo,
assim também encontro
a unidade dos homens,
e no pão
busco
para além da forma:
gosto do pão, mordo-o,
e então
vejo o trigo
os trigais temporões,
a verde forma que tem a Primavera,
as raízes, a água,
por isso
para além do pão,
vejo a terra,
e a sua unidade,
a água,
o homem,
e tudo provo assim
buscando-te
em tudo,
ando, nado, navego,
até encontrar-te,
e pergunto-te então
como te chamas,
a rua e o número,
para que recebas
as minhas cartas,
para que te diga
quem sou e quanto ganho,
onde vivo,
e como era o meu pai.
Vês como sou simples,
e como és simples,
não se trata
de nada complicado,
eu trabalho contigo,
tu vives, vais e vens,
de um lado para o outro,
é muito simples:
és a vida,
és transparente
como a água,
e sou assim também,
o meu dever é esse:
ser transparente,
todos os dias
me educo,
todos os dias me penteio
a pensar como pensas,
e ando
como andas,
como, como tu comes,
tenho nos braços o meu amor
como tens a tua namorada,
e então
quando isto está provado,
quando somos iguais
escrevo,
escrevo com a tua vida e com a minha,
com o teu amor e com os meus,
com todas as tuas dores
e então
já somos diferentes,
porque, com a mão sobre o teu ombro,
como velhos amigos
digo-te ao ouvido:
não sofras,
está perto o dia,
vem,
vem comigo,
vem
com todos
os que se parecem contigo,
os mais simples,
vem,
não sofras,
vem comigo,
porque, embora o não saibas,
isso, sim, sei-o eu:
sei para onde vamos,
e esta é a palavra:
não sofras
pois venceremos,
havemos de vencer,
ou mais simples, nós,
venceremos,
mesmo que não o creias,
venceremos.


PABLO NERUDA

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01 a 07-07-13 Aiguilles Rouge - Aiguille de Charlanon / Alpes



Antes de mais quero agradecer a todos que através de telefonemas, mensagens privadas ou aqui mesmo, me apoiaram e acarinharam… Muito bom sentir o vosso carinho, nem imaginam o quanto, mas chegou a hora de contar o que realmente se passou…

Pois bem chego eu a Chamonix eu, dita a “Amante do Geres” esbanjando charme por tudo quanto era sítio, assim Linda, Bonita e Maravilhosa como na foto… Mal eu sabia que o Monte Branco tinha uma Namorada…. Ah pois é!!! Henriette D’Angeville a primeira mulher Alpinista a escalar o Monte Branco com os seus próprios pés e dizia ela ser noiva do tal… Pois bem, na minha primeira atividade que correu tudo lindamente, fantástico, escalando paredes que nunca pensei eu escalar, isto do outro lado do vale nas Aiguilles Rouge… Estava eu numa parede a escalar e sentia o olhar “cobiçador” do Monte Branco a apreciar-me… Pensava ele… “ei la… que chegou a Amante Calorosa do Geres”... Claro que sua noiva la de cima não gostou nada da brincadeira… Quer dizer, vem agora uma Alma de Montanhista Amante de uma serra que não passa dos 1500 e tal metros de altitude, seduzir o meu Monte Branco…
Pois bem não é que a dita noiva já no regressou de um dia soberbo me pregou um rasteira e caí… oh pá golpe baixo de mulher ciumenta… Bem enquanto aguardava para ser vista e diagnosticarem 2 entorses, um em cada tornozelo… Tive um tete a tete com ela e disse lhe, então mulher o Monte Branco é tudo teu… eu não troco o Meu Geres por nenhum “maldito’… “Maudit” E não é que a mulher chorou de tantos remorsos que choveu nos dois dias a seguir…

Henriette estas perdoada… Um dia eu volto la outra vez e não vai haver rasteira que me pegue… Aliás ela já me confessou que da próxima vez, ela mexe os cordõezinhos para ter a bênção dos Alpes…

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quinta-feira, 18 de julho de 2013

21 a 23-06-13 Pincães - Absedo - Pincães


Lá vou eu à procura de ti.

Chego lá só para passar a noite contigo. E tu lá vais iluminando os meus passos, guias-me e mostras-me os teus contornos. Eu nada vejo, mas sinto e lá vou eu seguindo os trilhos que me levam aos teus mais profundos recantos. Mostras-me o nascer do Sol e adormeço nos teus braços. Nada levo, mas tu partilhas comigo o tudo o que tens.
Acordo ao meio da manhã e lá sigo o caminho até um dos teus mais belos segredos. Como não faço pretensão de ficar, vais-me contando o caminho de volta e eu, vou guardando todos os pormenores dentro da minha alma. Ao chegar lá, naquele recanto, despes-te e mostras-me todos os teus segredos. Eu apenas contemplo esse teu corpo nu, as tuas curvas, o teu sorriso, o teu olhar. Enfeitiças-me! Mostras-me o pôr-do-sol e o nascer-da-lua. Três espectáculos ao mesmo tempo! Não resisto e deixo-me mais uma vez, mais uma noite, envolver-me nos teus braços! De manhã, cedo,dizes-me que tenho de partir. E eu vou! Para a minha despedida,vestiste-te com um mar de nuvens que envolve todo o teu corpo. E eu parto, na esperança de te poder voltar a abraçar, de sentir o teu corpo, de sentir o teu olhar...

"O Libelinha"



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Levei-te ao mais profundo de mim mesmo…
Queria te dar o melhor de mim…
Desde o por do sol ao nascer do dia…
Tudo era esplêndido… era assim!!!

Iluminei tua noite e guiei teus passos…
Senti o pulsar da vida em todos os teus abraços…
Não era pretensão minha, o branco é pureza…

De manto branco vestida… mostrei-te a plenitude da Natureza….

"White Angel"

quinta-feira, 20 de junho de 2013

25 e 26-05-13 Autonomia Solitária no Gerês


Um Guerreiro da Luz é aquele que porta a Espada da Virtude e o Escudo da Verdade.Sua primeira grande batalha é contra si mesmo, precisa combater as suas próprias sombras e medos.Sua segunda grande batalha é superar a incompreensão que lhe cerca e a solidão de ser um Guerreiro da Luz. Chamado de louco, sonhador e alienado, este guerreiro segue sua jornada acreditando em sua Lenda Pessoal. Traz em sua alma a Vontade de servir à humanidade, em sua mente a Sabedoria de suas lutas, em sua índole a honra da justiça e em seu coração o amor para realizar sua árdua missão.Suas lutas interiores é que fazem dele uma Grande Alma ... Sua Magia é a do Amor e a da cura e suas armas são as da Justiça e a da Verdade. Assim ele segue, por entre Sombras e Luzes até que conquiste sua última vitória e transcenda aos Portais Daquele que o criou.
"Paulo Coelho"
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quinta-feira, 6 de junho de 2013

18 e 19-05-13 Aniversário na Serra Amarela

Amigo

"Que belo é ter um amigo! Ontem eram ideias contra ideias. Hoje é este fraterno abraço a afirmar que acima das ideias estão os homens. Um sol tépido a iluminar a paisagem de paz onde esse abraço se deu, forte e repousante. Que belo e que natural é ter um amigo!"

"Miguel Torga"
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sexta-feira, 31 de maio de 2013

11 e 12-05-13 Linha do Tua





"A vida não é medida pelo número de vezes que respiraste, mas pelos momentos

Em que perdeste o fôlego:
De tanto rir...
De surpresa...
De êxtase...
De felicidade..."

“Pablo Picasso”
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quinta-feira, 30 de maio de 2013

04 e 05-05-13 Curral do Absedo.



"Oh alma,
Você se preocupa demais.
Você já viu sua própria força.
Você já viu sua própria beleza.
Você já viu as suas asas douradas.
Por que se preocupar?
Você é, na verdade,
a alma, da alma, da alma. "
- Rumi
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terça-feira, 28 de maio de 2013

25 a 28-04-13 Andando por ai!!!

E porque a vida não são só montanhas....





 Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria.
"Khalil Gibran"

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sexta-feira, 17 de maio de 2013

13 e 14-04-13 Autonomia na Serra Amarela



Se houver amor em sua vida, isso pode compensar muita coisa que lhe fazem falta.
Caso contrario, não importa o que tiver nunca será o suficiente.

"Friedrick Nietzech"


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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Ode ao dia Feliz



Oda al día feliz

ESTA vez dejadme
ser feliz,
nada ha pasado a nadie,
no estoy en parte alguna,
sucede solamente
que soy feliz
por los cuatro costados
del corazón, andando,
durmiendo o escribiendo.
Qué voy a hacerle, soy
feliz.
Soy más innumerable
que el pasto
en las praderas,
siento la piel como un árbol rugoso
y el agua abajo,
los pájaros arriba,
el mar como un anillo
en mi cintura,
hecha de pan y piedra la tierra
el aire canta como una guitarra.

Tú a mi lado en la arena
eres arena,
tú cantas y eres canto,
el mundo
es hoy mi alma,
canto y arena,
el mundo
es hoy tu boca,
dejadme
en tu boca y en la arena
ser feliz,
ser feliz porque si, porque respiro
y porque tú respiras,
ser feliz porque toco
tu rodilla
y es como si tocara
la piel azul del cielo
y su frescura.

Hoy dejadme
a mí solo
ser feliz,
con todos o sin todos,
ser feliz
con el pasto
y la arena,
ser feliz
con el aire y la tierra,
ser feliz,
contigo, con tu boca,
ser feliz.

"PABLO NERUDA"

quinta-feira, 21 de março de 2013

segunda-feira, 11 de março de 2013

24-02-13 Serra da Estrela

Ao Teu Encontro

E hoje e não amanhã a minha largada,
Pela terra e pelos montes.
Saio rente ao rio e ao mar e subo ao secreto mundo dos deuses.
Sei que me esperas…
Nas pedras nuas oferecidas ao tempo,
Na cama de urze e musgo ainda orvalhada,
Nas heras rastejantes e empoleiradas,
No chão calejado pela neve, pela chuva, pelo sol,
Sei que me esperas…
Na brisa que sacode o vento e rasga este véu que me veste,
Nas árvores que rangem de dor e de prazer,
Nos carreiros e caminhos por onde se passeiam os segredos,
Sei que me esperas….
Na soleira da capela, talvez… numa cabana inventada com promessas de amor ensaiadas no olhar,
Estendo os braços a acalmia das leiras e os sons do casario chegam, esbatidos, à pauta dos sentidos…
Abeiro-me mais de ti e bebo-te o cheiro no colo…

“Adelaide Graça"

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sábado, 23 de fevereiro de 2013

16 e 17-02-13 Cabana da Urzeira com o Vamos Ali



Já há muito que não ia até a Urzeira no Soajo e tinha uma vontade de partilhar aquele local, trilho muito pouco percorrido e conhecido. Dois dias depois do meu aniversário seria o local ideal para o celebrar. Quis o destino que de todos os convidados especiais que convidei, nenhum pode vir. Não disse nada a ninguém de minhas intenções, queria que só o destino interviesse. De todos os presentes, posso dizer que foram as forças cósmicas que quiseram que eles se encontrassem ali naquele momento, ou então a própria vontade deles.
Rapidamente juntamos nos nos Arcos de Valdevez. Depois de sabermos ao certo quem tinha o quê, resolvemos passar por um talho e comprar dois costeletões de vitela para assar, eu sabia que lenha não faltava por perto e local para uma fogueira também havia. Rapidamente mas após alguns percalços, chegamos ao local onde se inicia o trilho, um pouco antes de Adrão no Soajo. Dividimos um pouco do peso de minha mochila por todos e começamos a nossa ascensão, sim porque embora o percurso fosse curto, era bastante íngreme. Claro que minha mochila ia bastante pesada, também não disse a ninguém o que la tinha, queria fazer-lhes uma surpresa. Na subida pelas Barras, houve tempo para apreciar a paisagem que é fabulosa, São Pedro abençoou-nos com um tempo fantástico. Chegando a Portelinha descansamos um pouco para repor as energias e claro mais uma de conversa com um residente que reconheceu, de outros encontros serranos o Makadanga, meu afilhado nas montanhas. Continuamos todos alegres e bem-dispostos na montanha acima. Todos queriam conhecer a Cabana do mexicano, nome dado por uns colegas que de facto há uns anos atrás esta cabana tinha um telhado de colmo que mais parecia uma cabana mexicana. Ao chegar a dita cabana, meus colegas ficaram deslumbrados com a beleza do local e rapidamente se localizaram. Como é possível passarem durante anos a escassos metros daquele local e nem sonhavam da existência daquela cabana?

Chegamos cedo e rapidamente todos começamos a recolher lenha para o nosso jantar e depois para aquecer a noite. Como ainda era cedo começamos a grelhar chouriços e alheiras para o aperitivo. Na minha mochila trazia um bolo de aniversário, uma garrafa de champanhe e uma garrafa de vinho do Porto que a Borboleta teve a gentileza de carregar. E assim brindei os meus colegas com esse pequeno mimo. Fomos comendo e bebendo, todos estavam bem dispostos e encantados com o local e eu satisfeita por poder partilhar aquele momento. Fiquei quase o tempo todo a tratar dos grelhados, queria os mimar, sentir prazer só pelo facto de os saber satisfeitos. A Europa, lá vinha de vez em quando me trazer algo para comer a boca, o Jota Preguiçoso não me deixou passar sede e lá vinha ele com um copito de vinho. Mas todos deram do seu melhor e eu senti isso. Senti-me tão bem, tão em paz, tão feliz e radiante. Quando escureceu apareceram todos em coro a catarem os parabéns com um isqueiro improvisado de vela… Fantástico! Nunca me tinham cantado os parabéns na montanha. Geralmente festejo sempre sozinha, este ano pela primeira vez, levei companhia e que rica companhia! A noite avançava e pouco a pouco meus colegas foram se recolher e eu, bem eu fiquei a fazer companhia ao lume, há bela fogueira que me aquecia… Já há muito que não tinha um momento a solo, assim a volta de uma fogueira. Fiquei ali sozinha cerca de hora e meia a olhar o lume, a deixar-me levar pelo simples prazer de ali estar. Fiquei varias vezes atenta para ver ou sentir a presença de um lobo, mas nada. Fiquei, mais uma vez a questionar-me porque não sinto medo quando estou ali? Porque tudo parece sempre tão simples, tão bom, tão cheio de nada e cheio de tudo ao mesmo tempo, tão precioso! Deixei que a noite me envolvesse, senti o abraço da lua que se escondia por vezes por entre as nuvens, deixei-me acariciar pelo vento, senti o beijar da briza e deixei-me encantar pelas declarações de amor da pequena fonte que ali havia. Doce sinfonia, mel para meus ouvidos já tão carenciados. Fiquei sentada longamente junto a fogueira que ia alimentando devagarinho e deleitei-me com aquele cenário escuro no qual via tudo, e fui-me recolher.
No dia seguinte acordamos com o tempo a ameaçar chuva. Levantamos cedo, tomamos o nosso pequeno-almoço, arrumamos tudo, deixamos mais limpo do que quando chegamos e regressamos aos carros pelo mesmo caminho, agora em sentido oposto, com uma vista diferente mas já debaixo de chuva miudinha. Mas como dizem os franceses “ Não há chuva que molhe o verão”. E como nos nossos corações só havia verão até podia cair uma chuva torrencial que esta não iria molhar o verão que ia nos nossos corações.

Chegando aos carros ainda passamos por uma pastelaria para convivermos mais um pouco antes de regressarmos a nossas casas.
Eu e tenho a certeza que meus colegas também, regressamos com a alma bem leve, com um sorriso radiante no canto dos lábios, com a paz de espírito que só a montanha nos proporciona e com a vontade de la voltar e ver o famoso por do sol.

Agradeço á Europa e ao Picos, ao Jota e á Borboleta, ao Makadanga e a Flamingo, ao Açore e a Messe por terem partilhado comigo um fim-de-semana de puro deleite…


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09 a 11-02-13 Formação de Escalada em Gelo com os Espaços Naturais



Viagem

É o vento que me leva.
O vento lusitano.
É este sopro humano
Universal
Que enfuna a inquietação de Portugal.
É esta fúria de loucura mansa
Que tudo alcança
Sem alcançar.
Que vai de céu em céu,
De mar em mar,
Até nunca chegar.
E esta tentação de me encontrar
Mais rico de amargura
Nas pausas da ventura
De me procurar...

Miguel Torga, in 'Diário XII'


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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A "Alma"




Olhares que se tocam,
Palavras que se beijam…
Essência que nos conduz,
A plenitude… das Almas de luz…

"White Angel"