quarta-feira, 29 de junho de 2011

23,24,25 e 26-06-11 no Gerês

Primeiro dia, 23/06 Pedra Bela, Carvalhal das Eguas, Lomba do Vidoeirinho, Prado da Teixeira, Curral do Camalhão.

Dias 23,24,25 e 26 de Junho, 4 dias seguidos tinha de aproveitar ao máximo, não podia de forma alguma deixar escapar a oportunidade de estar mais do que 2 dias na montanha e poder dormir 3 dias consecutivos nos seus braços. Vou relatar neste texto o meu primeiro dia os outros seguirão. As emoções vividas foram muitas, o atrevimento, o risco e a aventura também… O medo, esse, assustador… Não tive nenhum…
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Dedico este pequeno vídeo a minha querida Lírio do Blogue Cabra do Gerês que mais uma vez no meu silêncio chegou e sentou-se ao meu lado...

Dia 23 de Junho, dormi muito pouco mas a vontade de caminhar era muita e acordei como se nada fosse com a maior vontade deste mundo… A caminhada do primeiro dia ia ser muito diferente. Curtinha e leve, afinal eu ia carregada para 4 dias de autonomia e as duas colegas que me acompanhavam só iam por um dia e com as suas respectivas almas gémeas e seus rebentos… Tive o privilegio de caminhar com a Lírios, o Orion e seus cabritinhos, e com a Amarela seu Querido e suas lindíssimas meninas… Surpresa mesmo foi quando me encontrei com a Lurdes, há anos que não a via. Encontrei-me com ela pela primeira vez há anos atrás, também nos Carris quando ainda não conhecia ninguém. Pedi-lhe que se junta-se a mim e mais um casal amigo para fazermos muitos na fotografia… Quem diria que anos mais tarde voltaríamos a nos encontrar… Caso para se dizer que quem se quer bem sempre se encontra…


Deixei meu carro na Vila do Gerês, não podia correr o risco de o deixar tantos dias num sítio desamparado, mas fui de boleia com os meus colegas até a Pedra Bela onde começamos a nossa caminhada… Fomos muito lentamente as crianças pouco habituadas a caminhar lá iam pedindo de vez em quando para descansar e não apressamos o passo, tínhamos muito tempo e o trajecto era muito pequeno… Abastecemos agua, muito pouca no Curral do Carvalhal das Éguas e comemos algo na lomba do Vidoeirinho. Estava muito feliz, em paz, ver aquela gente com os seus rebentos a caminhar numa serra que me diz tanto, é fantástico, de louvar mesmo. Fui enchendo a Carolina de 7 aninhos, de beijinhos e fui ouvindo as suas declarações de amizade da forma mais linda que eu conheço… Diz ela para mim “sabes qual é a minha cor preferida… é o amarelo com brilhante, e depois é um amarelo assim mais amarelo”… Meu deus que coisa mais linda!!! O amarelo com brilhantes era a cor do meu lenço e o outro amarelo era a cor da minha t-shirt… Só mesmo a beleza de uma criança para dizer de uma forma tão evidente… “Sabes eu gosto muito de ti” e isso encheu-me o coração de alegria… Já os cabritinhos da Lírios esses eram “homens” iam a frente sem cansaço … A doçura da Lírio, o carinho da Lurdes e a amizade e companheirismo da Amarela acompanharam me o tempo todo, o Orion e o Fernando foram acompanhando de mais perto os meninos deles, verdadeiros protectores de suas crias…

Chegando ao Prado da Teixeira toca a comer, a fome era muita, demoramos de facto muito tempo a chegar. O prado estava lindo mas a cabaninha estava muito suja e com pulgas, estava fora de questão de pernoitar ali… Tinha de seguir para o Prado do Conho. Enquanto todos foram a umas banhocas na lagoa mesmo ali ao lado, eu fui descansar recuperar o sono ainda tinha de caminhar… Cerca das 16h30 toca a despedir do pessoal, ele regressavam e eu continuava. A Lírio veio comigo até ao Curral do Camalhão, promessa feita há uns meses atrás que agora íamos cumprir. Fomos caminhando as duas, uma atrás da outra, umas vezes silenciando outras, poucas falando.

E no meu silêncio senti a presença da Kelly, ela tinha de estar ali. Naquela caminhada era suposto ela estar… Lembrei de um sonho que a Lírio teve uns dias atrás e me contou, com nos as duas… Abrandei o passo para ela não se perder de mim… Não a deixaria nunca para trás… Chegamos ao Curral, abandonei a minha mochila com a ajuda dela e fomos sentar num carvalho enorme que ali estava deitado, a nossa espera… Ela sentou-se a meu lado… estendeu-me a mão como se sentisse que eu estava a precisar… As lágrimas invadiram o meu rosto, não consegui conter-me. Precisava entender porque a Kelly teve de ir, não conseguia entender tanta coisa, inclusive a maldade, egoísmo, hipocrisia, cinismo humano… Não conseguia entender tanta coisa. Foi me sussurrando palavras de reconforto, foi me segurando a mão, deixando-me sentir um sentimento de alivio e paz… Aos poucos fui me sentindo melhor, acho que aquelas lágrimas estavam a abafar-me e precisavam de ser purgadas … O carinho e a compaixão dela perante todo o ser vivo é de louvar… um anjinho que estava ali naquele momento a zelar por mim…

Abraçamo-nos longamente, despedimo-nos, ela foi… e eu fiquei…

A cabaninha estava limpinha, havia lenha com fartura… Não já não fui para o Prado do Conho, fiquei ali e amanhã seguia caminho… Fui até a Santa, vagueei um pouco por lá. Fiquei a ver a doce Lirio a afastar-se consegui avista-la até ao Prado da Teixeira. Ainda conseguia ver uma mancha a deslisar no verde daquele prado... Mas eu continuava ao lado dela  para que nada de ruim lhe acontecesse. Juntei lenha para preparar o meu jantar e fui buscar agua ao ribeiro para ferver para a sopa, o café e no final da noite um chazinho para aquecer a alma… Jantei fiquei muito tempo a questionar a montanha, tentando procurar dentro de mim e nelas respostas as minhas questões… As vezes conseguia entender e depois achava que teria de esperar pelo amanha, mais uma longa caminhada me esperava, e nas perguntas talvez encontrasse respostas… Depois das lágrimas e da dor da perda, na montanha eu sinto de facto muito bem, no meu meio ambiente… Ia dormir pela primeira vez sozinha na montanha, e não estava a sentir medo, nem receio… Sentia-me de uma forma muito assustadora, bem!!! Depois do jantar fui preparar o meu cantinho para dormir, queimar um pouco de urze na cabaninha para afastar os rastejantes, lavar a louça e prepara tudo para o dia seguinte… Fiquei deitada a ouvir a melodia das folhas daqueles carvalhos ao vento… Estava muito vento. O ribeiro ali ao lado acompanhava na sinfonia, as estrelas no firmamento brilhavam tanta era a sua alegria por eu estar ali e mais uma vez fui recordando tuas formas, tuas silhuetas para nunca esquecer… Adormeci mais uma vez ao som das tuas declarações de amor eterno…

domingo, 26 de junho de 2011

Celtic Woman - A New Journey - You Raise Me Up



When I am down and, oh my soul, so weary;
When troubles come and my heart burdened be;
Then, I am still and wait here in the silence,
Until you come and sit awhile with me.

You raise me up, so I can stand on mountains;
You raise me up, to walk on stormy seas;
I am strong, when I am on your shoulders;
You raise me up: To more than I can be.

18-06-11 Poça Dola


Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.
Dalai Lama
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quinta-feira, 16 de junho de 2011

terça-feira, 14 de junho de 2011

KELLY - Fica em paz companheira...

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Caminhei longamente ao teu lado e tu ao meu… A tua euforia era a minha, a tua alegria era meu consolo… Sentia a minha felicidade partilhada… E no fim da longa jornada já com as lágrimas nos olhos, fui descendo da serra, pressentindo a tragédia…ainda gritei e pedi para cuidar de ti… Esperaste por mim e quando o teu coração já não pode mais, partiste.... Fiquei contigo o tempo todo…Senti teu corpo solto nos meus braço… Senti o quanto essa vida que tanto amo, é frágil… Tão frágil e tão preciosa também...
Sei que te dei o meu melhor, sei que sentiste a essência que tanto preservo e que muitas vezes projectei em ti…

Onde estiveres fica em paz companheira… Que eu vou ficar com as tua maravilhosa lembrança de felicidade muitas vezes partilhada…

04-06-11 Plantação de Arvores nas cabanas de Fafião

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