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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

2014-04-12 e13 Autonomia Vilarinho da Furna-Rebordo Feio-Muro-Vilarinho


E deixem se contagiar pela paixão... 
Quanto mais paixão houver nos nossos actos... 
maior será a qualidade da acção.
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quinta-feira, 20 de junho de 2013

25 e 26-05-13 Autonomia Solitária no Gerês


Um Guerreiro da Luz é aquele que porta a Espada da Virtude e o Escudo da Verdade.Sua primeira grande batalha é contra si mesmo, precisa combater as suas próprias sombras e medos.Sua segunda grande batalha é superar a incompreensão que lhe cerca e a solidão de ser um Guerreiro da Luz. Chamado de louco, sonhador e alienado, este guerreiro segue sua jornada acreditando em sua Lenda Pessoal. Traz em sua alma a Vontade de servir à humanidade, em sua mente a Sabedoria de suas lutas, em sua índole a honra da justiça e em seu coração o amor para realizar sua árdua missão.Suas lutas interiores é que fazem dele uma Grande Alma ... Sua Magia é a do Amor e a da cura e suas armas são as da Justiça e a da Verdade. Assim ele segue, por entre Sombras e Luzes até que conquiste sua última vitória e transcenda aos Portais Daquele que o criou.
"Paulo Coelho"
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

03/04-11-12 - Fafião - Lagoa Do Marinho - Alto do Chamiçais - Lamas do Homem - Borrageiro - Porta Ruivas - Curral da Palma - Fafião


A MONTANHA DA VIDA

A vida de cada um de nós pode ser comparada à conquista de uma montanha. Assim como a vida, ela possui altos e baixos. Para ser conquistada, deve merecer detalhada observação, a fim de que a chegada ao topo se dê com sucesso.

Todo alpinista sabe que deve ter equipamento apropriado. Quanto mais alta a montanha, maiores os cuidados e mais detalhados os preparativos.

No momento da escalada, o início parece ser fácil. Quanto mais subimos, mais árduo vai se tornando o caminho.

Chegando a uma primeira etapa, necessitamos de toda a força para prosseguir. O importante é perseguir o ideal: chegar ao topo.

À medida que subimos, o panorama que se descortina é maravilhoso. As paisagens se desdobram à vista, mostrando-nos o verde intenso das árvores, as rochas pontiagudas desafiando o céu. Lá em baixo, as casas dos homens tão pequenas
…

É dali, do alto, que percebemos que os nossos problemas, aqueles que já foram superados, são do tamanho daquelas casinhas.

Pode acontecer que um pequeno descuido nos faça perder o equilíbrio e rolamos montanha abaixo. Batemos com violência em algum arbusto e podemos ficar presos na frincha de uma pedra.

É aí que precisamos de um amigo para nos auxiliar. Podemos estar machucados, feridos ao ponto de não conseguir, por nós mesmos, sair do lugar. O amigo vem e nos cura os ferimentos.

Estende-nos as mãos, puxa-nos e nos auxilia a recomeçar a escalada. Os pés e as mãos vão se firmando, a corda nos prende ao amigo que nos puxa para a subida.

Na longa jornada, os espaços acima vão sendo conquistados dia a dia.

Por vezes, o ar parece tão rarefeito que sentimos dificuldade para respirar. O que nos salva é o equipamento certo para este momento.

Depois vêm as tempestades de neve, os ventos gélidos que são os problemas e as dificuldades que ainda não superamos.

Se escorregamos numa ladeira de incertezas, podemos usar as nossas habilidades para parar e voltar de novo. Se caímos num buraco de falsidade de alguém que estava coberto de neve, sabemos a técnica para nos levantar sem torcer o pé e sem machucar quem esteja por perto.

Para a escalada da montanha da vida, é preciso aprender a subir e descer, cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem.

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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

28 e 29-09-13 Porta Ruivas



"Meu eterno Guardião"


Voltei lá… o sol radiava…

Seria capaz de reconhecer cada pedra, cada corga, cada cume de teu corpo…
O teu sorriso em cada cumeada, iluminava meu rosto… 
Senti o teu abraço em cada cume e teus beijos em cada prado…
E no local habitual, o fogo crepitava tanta era a alegria de minha presença…
Os últimos raios do sol, aqueciam meu corpo e a brisa que se fazia sentir, me abraçava loucamente… Sinto me sempre tão segura nos teus braço… Nos braços do meu eterno “Guardião”…



White Angel




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segunda-feira, 16 de abril de 2012

06 a 09-04-12 - 4 dias na plenitude do Gerês

Primeiro dia


Já há algum tempo que não fazia uma autonomia, 15 dias seguidos em Franca tinham me deixado sedente de serra, embora na semana anterior tinha ido para a serra da Freita mas 3 fins-de-semana consecutivos sem serra, deixaram me completamente a ressacar…
A Amarela essa já há algum tempo que reclamava por uma autonomia, a Girafa de quem já sentia saudade da sua companhia bem discreta e o Libelinha que já demonstrou a sua sede de montanha, aceitaram o desafio… Eu estava eufórica, iriam ser 3 dias na serra, os dois primeiros dias as minhas colegas acompanhavam-nos e depois regressavam a casa e eu continuava mais o Libelinha que tem vindo a fazer parte de minha vida e de minhas aventuras também…
Encontramo-nos os 4 na Povoa de Lanhoso e lá fomos os 4 para o Gerês. Chegamos a Fafião onde começava nossa caminhada e fui logo saudada pelo Raul e depois o Sr. Manuel. Já no café do Fojo do Lobo a Dna. Maria nos servia um bom café antes de por pés ao caminho… Disse-lhe mais ou menos por onde ia andar, onde iriamos dormir, questão de os sossegar… Ficam sempre mais tranquilos quando sabem quem anda e o por onde andam na serra… Não é curiosidade mas sim um respeito enorme que aquela gente tem pela serra e saberem onde procurar se a hora marcada o pessoal não aparecer…. Começamos o nosso trilho pelo Terrão em direção a Ponte da Matança, ainda cruzamos com o Sr. Abel que tinha ido limpar a sua fonte pois o cebolo estava a precisar de água… Palavra para ali, palavra para acola e fomos andando, felizes e contentes… Eu estava radiante estava com duas ótimas companhia com quem já partilhei muito boas autonomias e com um homem fantástico que me preenche os olhos, a alma… o ser.
Chegando a ponte da matança paramos para apreciar o cenário que era fantástico e comer alguma coisita… Ficamos muito tempo por ali a espera que a chuva abrandasse, afinal tínhamos o dia todo para chegar ao lagarinho. Tinha perfeitamente noção do tempo e da distância, não havia stresse mesmo nenhum. Quando a chuva abrandou resolvemos continuar caminho, mas a chuva não nos deu tréguas e de vez em quando la vinha S.Pedro com mais um “baldito” para abençoar a nossa caminhada. Fomos subindo até Fonte Fria e depois Lagarinho… Ao passar na Fonte Fria recordei alguns companheiros com quem já la tinha passado. Perdemos imenso tempo a apreciar as paisagens, a tirar fotos, a explicar as minhas colegas por onde elas tinham de regressar uma vez que elas iriam regressar sozinhas, a abraçar a vida, a chuva e desta vez a sentir também o abraço físico da vida… Quantas vezes nos meus sonhos, no meu delírio eu o senti… Desta vez era real, ele estava ali e eu estava a sentir-me abraçada…
Chegando ao Lagarinho um sorriso enorme invadiu o meu rosto, abracei o Libelinha como se fosse um “até que em fim, grande caminhada mas chegamos".
Comecei pole primeiro ritual ajeitar a cabaninha que estava limpa, queimar urze para afugentar a bicharada e uma pequena fogueira no local destinado a isso dentro do abrigo de pastor… Enquanto eu tratava disso para aquecer um pouco mais as minhas colegas o Libelinha encarregou-se de ir a lenha para deixar para o pastor quando este lá chegasse, uma vez que estávamos a gastar a lenha que lhe era destinada… Foi também buscar agua mais adiante para preparar o jantar… Uma vez todos instalados e bem quentes toca a preparar o jantar onde não faltou a massa, o queijo, o salpicão e claro o bom vinho maduro para aquecer a alma…
Conversa para ali, risos para acola, e o Libelinha foi lá fora buscar a sua mochila. E ouve-se de lá de forra “ esta a nevaaaaaaar” e ai deparou-se um cenário belíssimo que minha maquina não conseguiu captar na perfeição… Na noite escura, flocos de neve bem grandes sarapintavam a noite. O libelinha estava radiante afinal S. Pedro lhe tinha prometido a tão desejada neve… E eu desde o inicio do inverno que desejava um dia acordar no Gerês e rodeada de um lençol de pura ceda branca…
Depois da euforia toda e dos sorrisos de satisfação resolvemos nos deitar todos no abrigo uma vez que estaríamos mais aconchegados e mais quentes. Para a Girafa seria a sua primeira vez a dormir em contacto com o feno, já a Amarela já tinha tido essa experiencia que é fabulosa… Aconcheguei o lume, coloquei um cavaco bem gordo para durar a noite inteira, metemo-nos nos nossos sacos camas e adormecemos todos como anjos. Satisfeitos por estarmos ali, com tão pouco e com tudo, sem conforto e extremamente confortáveis. Adormecemos com o sorriso nos lábios de quem sentia a felicidade simples e singela do simples estar muito bem…

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

04 e 05.02.12 Autonomia no Gerês

"Na Palma de tua mão"


Ouvi o teu apelo...
Senti o teu grito
Revelei te meus segredos
O mais belo... de certeza o mais bonito...

Teus olhos beijei,
e o mundo desabou...
teus labios acariciei
e o tempo ali ficou...

Esse toque doce e suave,
No meu rosto permanece
Minha alma quer viver
O prazer de uma doce prece

E no local mais sagrado,
Na palma de tua mão...
Debaixo de um céu dourado,
Serenamente, coloquei meu coração...

"White Angel"
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